domingo, 29 de janeiro de 2012

MEU LIVRO DE CRÔNICAS

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sábado, 28 de janeiro de 2012

INOCÊNCIA

Pobrezinha sem nada, suja, pela rua,
no afã de que chegasse a noite para ter
no aconchego do escuro o sorriso da lua
e do sopro do vento cantos de ninar.

Parou numa Igrejinha na beira da estrada,
de mãos postas em sinal de oração, ajoelhada,
na inocência de um anjo cheia de esperança,
Pediu: - “Hoje, Senhor, é o dia das crianças;

sendo criança este é meu dia também;
Quero como presente uma cama quentinha
e as histórias bonitas de minha mãezinha”.

E a noite caiu... E ela sozinha sem ninguém,
na calçada dormia feliz pôr achar
Que de sua mãe ouvia tão doce cantar.

por: Mario dos Santos Lima

SE UM DIA

Um dia talvez quando cansada e remida
volveres no mesmo caminho que hoje tu partes
esmolando um abrigo, na esperança de um aparte,
uma luz no caos em que me deixaste a vida.

Talvez, um dia quando por este caminho
que nos viu tantas vezes em juras de amor,
volveres, buscando consolo meu, e carinho
no abraço sincero, quente e cheio de calor...

Se um dia rever quiseres quem deixas então
na infinda tristeza, numa angustiante dor...
Talvez só pra ter um pouquinho de afeição.

Se talvez assim vires tão cheia de ardor,
acharás apenas por aqui um coração
cansado de esperar, de um pobre sonhador.

por: Mario dos Santos Lima

sábado, 21 de janeiro de 2012

saudade

Tenho saudade... saudade tenho
De minha infância, vida feliz

Da vida livre; correr nos campos,
Nos belos prados; nas cercanias;
Atrás de ninhos; de borboletas;
Eu, buliçoso, sempre queria...

Tenho saudade do grupo amado,
Daquela casa que me ensinou
Como se vence nas horas duras,
Na senda ingrata da desventura...

Tenho saudade daquela mina
Onde contente brincava n’água;
Chorando às vezes, em triste pranto,
Falava quedo de minhas mágoas.

Tenho saudades das tardes belas,
Daquelas tardes lindas, fagueiras;
Sol descambando... tudo alegria,
Vento soprando... morrendo o dia.

Tenho saudade das brincadeiras,
Do corre-corre; da cobra-cega;
Da cirandinha... do vira-mundo;
Do bate-roupa...do pega-pega...

Tenho saudade... saudade tenho,
De minha infância... vida feliz!

por: Mario dos Santos Lima

esta foi a primeira poesia que me atrevi a escrever.