segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PÉTALAS DE AMOR

Para você mando meus versos de amor,
pétalas de inefável sentimento meu
que brota do íntimo e vem como a flor
receber do orvalho os beijos que choveu.

São pétalas que não murcham jamais,
pétalas que reúne todos os meus ais...
Pétalas tão lindas; pétalas tantas que
componho feliz somente a você.

E no dia em que puder livremente
sem pejo e sem medo amá-la contente
dizendo baixinho: “Você é meu bem”,

Não só terá as pétalas desta flor
como aquele que as compôs também,
contemplando-a em êxtase de amor

por: Mario dos Santos Lima

TUDO PASSOU

Minha vida efêmera vai passando
como tudo qu’eu gostei passou um dia;
Os carinhos tantos da donzela quando
lado a lado vendo a tarde que morria;

Seu doce estreitar juntinho ao meu peito,
minha mão tocando a sua tão formosa,
e depois aquele beijo que eu sem jeito
roubava de seus lábios cor de rosa.

Os versos tão lindos de amor qu’eu fazia
hoje triste são frios, não dizem nada,
eles dizem que, e a idéia é tão fria,
meu bem tomou outro rumo, outra estrada...

Vi triste nas páginas rotas do tempo
que tudo o que tinha sumiu lentamente,
apenas castelos que faz o pensamento
e que são ruídos indiferentemente.

Tudo passou para mim... e a saudade apenas,
migalhas das migalhas que guardei,
ficou, como um pouca das centenas
dos lindos sonhos dos tantos que eu sonhei.

por: Mario dos Santos Lima

domingo, 29 de janeiro de 2012

MEU LIVRO DE CRÔNICAS

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sábado, 28 de janeiro de 2012

INOCÊNCIA

Pobrezinha sem nada, suja, pela rua,
no afã de que chegasse a noite para ter
no aconchego do escuro o sorriso da lua
e do sopro do vento cantos de ninar.

Parou numa Igrejinha na beira da estrada,
de mãos postas em sinal de oração, ajoelhada,
na inocência de um anjo cheia de esperança,
Pediu: - “Hoje, Senhor, é o dia das crianças;

sendo criança este é meu dia também;
Quero como presente uma cama quentinha
e as histórias bonitas de minha mãezinha”.

E a noite caiu... E ela sozinha sem ninguém,
na calçada dormia feliz pôr achar
Que de sua mãe ouvia tão doce cantar.

por: Mario dos Santos Lima