sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

CARIDADE

CARIDADE Pessoal estamos precisando de ajuda. Temos 150 famílias e só temos 80 cestas básicas até agora. Ganhamos bastante brinquedos mas está faltando os papeis para presente. VAMOS FAZER ESTA GENTE FELIZ NESTE NATAL!... CONTATO VERA TEL 3366 1069 RUA MARIAN TADEUSZ LASLOWSKI, 4 - CAJURU - CURITIBA

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

UTOPIA

Me envolvo e resolvo... não me escondo, respondo problemas banais. Mas me anima a estima que recebo da turma. Crio e recrio, e a fórmula aparece... é a glória... a vitória... e a turma nunca esquece. É o alguém que no vai-e-vem, me chama pelo nome; e a vida na corrida, que não pára de passar; mas... me anima a estima... Me envolvo e resolvo... crio e recrio, pois curto este culto sempre oculto de ser professor. POR MARIO DOS SANTOS LIMA

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

UM MUNDO MELHOR

Da vergonha de ser honesto um dia Rui falou... que saudade dos tempos que os mais velhos, os tios, professores, policiais eram ouvidos; nos rios, córregos se nadava... mas tudo isto já passou. meu grupo escolar sem cerca hoje se cerca de muro. O banco em frente de casa onde meus pais conversavam não existe mais... o nosso medo era apenas do escuro, de fantasmas, de duendes que nos ameaçavam... uma tristeza infinita me deu pelo que perdemos... matar, violentar crianças, enganar, passar a perna virou banalidade. Regalias que não temos virou moda nos presídios. É ser otário, palerma se não levarmos vantagem. Ninguém respeita ninguém; Traficantes comandando; Grades nas nossas janelas; Crianças morrendo de fome; Valores que não se tem. Ter é maior do que ser; Drogas, como sair delas?... Quero de volta a vergonha, quero a solidariedade entre os povos, entre irmãos. Quero a alegria a esperança, teto decente pra todos. Trabalho, honestidade. minha paz quero de volta e também a segurança. Quero sentar na calçada sem ter medo de ladrão, conhecer os meus vizinhos e abraçar os meus irmãos. Não quero clone de gente, lista de animais em extinção; eu quero é cópias de músicas, poesias e orações. Vamos voltar a ser gente? Ter o amor, fraternidade, ajudando uns aos outros? Lutar pelos ideais, pela ética e respeito? Não quero mais ter saudade daqueles tempos antigos que não podem voltar mais. Quero um mundo melhor hoje, vou construir minha parte. Quero contrariar o Rui pois a honra e a moral será a bandeira de todos. Faça então sua parte à parte e seremos uma força para um mundo mais legal... POR: MARIO DOS SANTOS LIMA

segunda-feira, 6 de julho de 2015

SARAU, ARTE LIVRE

Puta que pariu! Minha nossa! Quando me apercebi lá estava eu no meio da sala, nervoso com mil olhos a me fixar e mil ouvidos sedentos por cultura. – Pai, comece você, foi assim que Alexandre abriu oficialmente este sarau. De repente, não mais do que isto me vi muito longe dali a muito tempo também. A sala do clube, reservada para o sarau tinha um toque feminino e foi cuidadosamente arrumada pela Vanda. Ela era violinista e adorava tocar nos saraus; Tocava Stravisnki, Bach e outros. Ela não era linda, mas de um coração belo, de uma gentileza finíssima, de companheirismo incansável e apaixonadíssimo pelos saraus. Ela se realizava; se entregava toda nos afazeres de organizar o cerimonial – Por que você não se apresenta para uma grande platéia? Você toca tão bem, sempre tinha alguém incentivado a Vanda. – Não; prefiro aqui porque estamos entre amigos e todos vocês tem apreço pelo que faço, respondia ela, humildemente com um sorriso amarelo no canto da boca e ficava o tempo todo tocando, como fundo musical enquanto se recitava ou se fazia a leitura de trecho de algum clássico. O sarau acontecia aos domingos à tarde. Lendo os versos alexandrinos, completamente absorto, seduzido pelo ambiente. O som do violão que o Daniel fazia como fundo musical pareceu-me o som de um violino, fiquei confuso, meu coração se descompassou e por instante não sabia em que época estava. 45 anos atrás ou agora? Mas o som das palavras é forte e decisivo – Este soneto eu fiz para minha filha, foi esta frase que me trouxe para a realidade, do hoje, do agora. O sarau homenageou Chiquinha Gonzaga, Graciliano Ramos e Grande Otelo. O apartamento 204, bloco 10 do Tívolli estava todo preparado ao gosto anarquista do Alexandre e com um toque feminino da Bela. Pedras, livros, cartazes e até algumas páginas dos famosos catecismos pornográficos dos anos 60 que a Maira sensualmente apresentou para a galera. A sopa de feijão estava ótima, mas o Xandão, com medo de que faltasse a gororoba pediu ajuda para Irene no patrocínio de uns salgadinhos. Todos entraram no clima como se já fosse um velho costume; em silêncio prestavam atenção nos trechos apresentados; suspiravam ao toque maravilho que o Daniel empreendia ao violão num Vila Lobos clássico ou se envolviam na apresentação da Sol; na poesia do Bruno; na poesia de Fernando Pessoa declamada pela Calinka ou na fala final da Bela. O ambiente às 23,30 horas era tranqüilo, mas bastante animado com luzes apagadas e todos dançando um tango na voz de Mercedes Sosa no comando da Bela, tão animado que fez o representante do síndico deste bloco chegar até a porta e delicadamente soca-la. O Alexandre vai atender imaginando mais alguém interessado no sarau e dá de chofre de encontro com uma cena dantesca. O indivíduo, representante máximo da autoridade do condomínio, espumando por um canto da boca, com os olhos avermelhados, esbugalhados, vestindo do lado avesso apenas à parte de cima do pijama; um pé com chinelo e outro não; o cacete a mostra, meio duro meio mole – por certo deveria estar numa tentativa final. O cabra estava bonito para um filme de terror. Olha para o Alexandre e grita: - Que caralho é isto? Eu quero dormir. O Alexandre, que tinha acabado de ver a apresentação da Sol e estava embebido nos rebolados do tango imaginando que o cara estava ali tão somente representando uma peça dramática deu então sua colaboração, apontando para o bilau dele, num tom teatral fala: – Meu nobre, se é isto ai, relaxadamente pendurado no meio de tuas pernas!!! Cara!!! e fazendo uma pausa, comprimindo seus lábios e meneando a cabeça de um lado para outro, arriscando mais uma olhadela para aquela coisa bruta mole acrescenta em tom solene: - é muito mole e não fará sucesso algum nesta festa. Botando a mão no ombro dele quis completar: - enfim... Não terminou a frase. Foi o fim da festa, pois o cara ficou mais possesso, derrubou o Alexandre com um golpe e não fosse à galera toda vir acudir a esta hora o Alexandre já era. As meninas apavoradas aos gritos, vendo aquele caralho mole correram para os quartos, privadas, cozinha, dispensa e para debaixo da mesa. Os meninos como não tinham para onde correr foram juntos com diplomacia tentar conversar e convencer o animal: - Tio, estamos indo embora, volte dormir tranqüilo. O tiozinho, com uma mão tampando o mole e com outra encobrindo a bunda desceu a escadaria de ré. O Alexandre, livre do sufoco se levanta rápido e com os braços erguidos para cima da cabeça grita: - Otimismo!!! Otimismo!!! Galera, a festa continua e tem surpresa à meia noite lá na rua. POR: MARIO DOS SANTOS LIMA