MEUS CONTOS PERCORREM TODOS OS TEMPOS E MUITOS LUGARES. AQUI NÃO SOU ESCRAVO, SOU LIVRE, SOU #IRREVERENTE E "ESCRACHADO". MEUS CONTOS SÃO ORAÇÕES DO BOM VIVER.
domingo, 12 de junho de 2016
PARA TODAS AS MENINAS!
PARA TODAS AS MENINAS.
Viva! hoje é o dia dos namorados!
Os marmanjos que me desculpem, mas quero aqui, em especial, homenagear todas as meninas, as eternas, lindas, encantadoras e graciosas namoradas!
Um apreço especial para minha linda e amável e sempre namorada Irene!
Um beijo carinhoso para você mulher que ainda procura, mas não encontrou o seu namorado; para você, menina que tem, mas está triste porque ele se esqueceu de te dar um abraço, eu empresto o meu. Para você mulher que, desiludida, chora o último namoro desfeito, eu te acolho para ouvir seus lamentos. Para você casada, que deveria ser sempre a eterna namorada de seu marido, e é por ele esquecida, desamparada, coloco-me a disposição para te acolher e intermediar uma negociação para que ele volte a trata-la bem, e carinhosamente como sua namorada. Enfim, a todas as meninas, noivas, casadas, viúvas, solteiras, virgens ou não; Para minhas cunhadas, minhas noras, minhas irmãs, minha filha e netas, minhas sobrinhas, para minhas colegas professoras e para minhas lindas alunas que já foram e que ainda são, meu abraço, meu beijo num desejo ardente que o dia dos namorados seja alegre, amoroso, na paz e na esperança da eterna felicidade.
Eu amo incondicionalmente todas vocês!
quinta-feira, 2 de junho de 2016
OS LINDOS CABELOS DE MINHA IRMÃ
Eu sempre tive uma queda para grandes obras e ações que exerçam impacto emocional nos outros e em mim mesmo. Não me satisfaz a pequenez dos atos ou a insignificância de atitudes mesquinhas. Quero sempre aparecer e dou-me por satisfeito e quase chego ao orgasmo quando chega o elogio franco ou dissimulado. O mundo é um teatro.
Eu com quatro anos e minha irmã com três anos éramos uma dupla de botar de pé os cabelos loiros acastanhados de minha mãe e de deixar seus lindos olhos azuis fuzilando incontidos na órbita ocular.
Minha mãe tinha nos cabelos loiros, longos e encaracolados de minha irmã algo de muito lindo e precioso para ela. Era seu enlevo penteá-los e admira-los. Lembro-me de minha irmã correndo e o vento buliçoso vindo doidivanas se enrolar, se esconder para feliz despentear seus lindos cabelos loiros. O sol apaixonado se misturava a eles e na tentativa de defendê-los dava uma cor doirada de beleza inacreditável.
As professoras na escola queriam por inveja doida que seus cabelos longos fossem tosados e tentavam, de qualquer maneira encontrar neles algum piolho, alguns ovos de insetos anopluros, mas minha mãe, como sempre muito zelosa não deixava que estes insetos pediculídeos, sugadores malditos se alojassem no couro cabeludo de minha irmã.
Nas nossas brigas pueris, por respeito nunca puxei seus cabelos.
Um dia na casa de nossa avó estávamos brincando os dois ou então fazendo alguma peraltice, não me recordo, quando então surgiu a grande oportunidade para a minha consagração.
Minha irmã tinha acabado de tomar seu banho. Estavam no seu cabelo, dois laços em fita azul, como borboletas enormes sugando o néctar, uma de cada lado de sua cabeça, separando ao meio seus loiros cabelos.
Sua franja, cuidadosamente alinhada acima da sobrancelha dava o tom angelical ao seu rosto. Quando vi aquilo, brotou em mim a seiva da criatividade e eu, como que possuído por um ser criador e renovador de cabelos diferentes fui atrás de uma tesoura.
A tesoura, ponte aguda estava ali na mesa chamando minha atenção. Até parecia que ela me dizia:
- Vem me possuir que em suas mãos mágicas criarei coisas lindas. Vem moleque, vem.
Hipnotizado não resisti e quando me dei conta estava com a maldita ferramenta entre os dedos num abrir e fechar frenético apontando-a para minha irmã.
- O que você vai fazer com esta tesoura, perguntou um tanto apavorada e curiosa minha irmã.
- Vou deixar seus cabelos mais lindos, respondi com entusiasmo, caminhando ao seu encontro.
- Mas a mãe não vai gostar, replicou se afastando medrosa.
- Vai gostar sim. Seus cabelos vão ficar mais lindos.
E para que ela participasse desta imaculada operação completei dizendo:
- Eu corto primeiro e você corta depois meus cabelos.
Como ela sempre acreditava em mim e eu possesso estava falando com a convicção de quem sabe o que vai fazer se inclinou oferecendo sua cabeleira para o sacrifício.
Tal qual um mestre da tesoura iniciei a remodelação daquele cabelo imaginando algo fantástico que pudesse arrancar aplausos de minha mãe.
Corta daqui, repica dali amontoando no assoalho ao derredor de nossos pés sua loira cabeleira até que a tesoura maldita, invejosa, sacana tal qual uma jararaca maluca furou a testa e em seguida o pescoço de minha irmã. O sangue jorrou, encobrindo buliçoso seus olhos e como moleque travesso manchou seu vestido branco respingando saltitante no assoalho. Minha irmã gritou de dor. O grito dela retumbou na sala em que estávamos e foi buscar os ouvidos de minha mãe e minha avó na cozinha.
A obra ficou inacabada.
Minha mãe arrastada até a sala pelo som do grito agudo de minha irmã não resistiu ao que viu e se pos desmaiada no chão. Incontinente minha avó socorreu primeiro minha irmã.
Não tive o orgasmo com o esperado elogio, mas quase me urinei todo com as chineladas que recebi de minha mãe.
Por um longo tempo minha irmã usou esparadrapo na testa e pescoço e um chapéu de pano na cabeça.
POR: MARIO DOS SANTOS LIMA
terça-feira, 31 de maio de 2016
JURITI
Até prova em contrário, eu sei que toda criança gosta de animais. Um cachorro, um gato ou um pássaro são os mais comuns do afago interesse das crianças, e eu fiquei nesse comum, pois tive um cachorro como animal de estimação. Na realidade era uma linda cachorrinha vira lata.
Juriti era o nome dela. Apareceu no portão lá de casa ainda pequenina, ganindo de fome e frio. Olhei confuso para ela, por entre as fendas das balaustres do portão, e ela olhou para mim com aquele olhar de súplica que só os cachorros sabem fazer, e eu acredito que isto foi amor à primeira vista.
Catei-a do chão, enlaçando com meus braços acomodei-a no meu peito, e corri feliz, gritando, mostrar o achado para minha mãe.
- Posso ficar com ele? Perguntei num misto de alegre e ansioso.
Minha mãe pegou o animal de minha mão, olhou com cuidado virando-o de um lado para outro como que no desejo de descobrir algo, falou:
- Não é ele, é ela.
- Como é que minha mãe consegue descobrir o sexo dos animais? Pensei admirado, naquele momento. Minha mãe é maravilhosa e competente nisso, ela sabe se é galo ou galinha, se é boi ou vaca, se é cabrita ou bode, se é cavalo ou égua. Quando guri, muitas vezes quis perguntar o segredo disso tudo a ela, mas me contentava simplesmente em acreditar. Ela falou, está falado!
- Eu acho que seu pai não vai gostar, completou ela.
Depois de muitos “deixa me ficar com ela”, “deixa me ficar com ela”, a Juriti finalmente foi adotada pela família. Foi uma festa geral.
Foi crescendo rápida e sapeca, mas morava no quintal, amarrada a uma cordinha para cuidar da casa.
Já adulta sua raça lembrava um pouco de Collie. Tinha uma pelagem média mesclada em branco e marrom que dava a ela uma aparência agradável. A mãe dela deveria ser uma cadela com pedigree, que com certeza, andou em más companhias, de vira latas vadios e sarnentos.
Desta vadiagem toda nasceu a Juriti que por certo foi abandonada por aí, e veio parar no portão de casa.
Eu acho que a Juriti nunca se importou muito com isto, em casa ela era bem tratada e parecia muito feliz.
Eu e Juriti nos dávamos muito bem. Ela era um grude, pois onde eu estava, lá ela queria estar também. Latia, mordia meu calcanhar, lambia meus pés. Ela era toda festa.
Era a companheira dos meus folguedos em casa e na rua. Gostava de sair, quando eu saia para brincar. Lembro-me perfeitamente como ela toda alegre, presa àquela corda, olhava para mim e de seu rabo em movimento quase gerando um tufão, quando de manhã eu levantava para ir buscar o leite na chácara. Era um bom trecho a ser percorrido. Soltava-a da cordinha e lá íamos nós, eu assoviando e ela latindo, em desembalada correria. Ela cheirava os postes, corria afoita e inutilmente atrás de borboletas e de passarinhos, tal qual uma doidivanas latia feliz para coisa alguma. E eu me divertia com isto. Pelo caminho, muitas vezes além das borboletas e passarinhos cruzavam vadios cachorros enormes e ela com medo se enroscava medrosa em minhas pernas pedindo meu colo.
Nem sempre as coisas boas duram para sempre.
Uma noite, nossa família foi acordada por um barulho infernal de briga entre cães dentro de nosso quintal. Tarados cachorros, vadios vira-latas, aos milhares deles quebraram o portão e atacaram a inofensiva, pura e virgem Juriti dentro de nosso quintal.
O que vi naquela noite foi alarmante.
Meu pai aos berros conseguiu com pedaços de paus e pedras afugentar aqueles miseráveis, mas apenas um deles permaneceu e nele, engatada estava a Juriti.
Meu pai sentenciou:
- Não podemos ficar com esta cachorra aqui em casa.
Voltei para cama e triste quase não consegui dormir. Levantei-me de manhã para fazer a minha tarefa de buscar o leite e não encontrei, como de costume, me esperando no quintal a cachorrinha que tanto amava. Chamei-a em vão. Fui, então sem assoviar e sem correr, cabisbaixo buscar o leite. As borboletas e passarinhos pelo caminho voavam desnorteados procurando pela Juriti. Até os vira latas, ao cruzarem por mim, ladrando perguntaram pela medrosa cachorrinha.
- Talvez, engatada tenha, aquele miserável cachorro, levado-a de arrasto para outro quintal. Pensei muitas vezes isto.
Procurei-a em vão por muitos lugares e por muitos dias.
O tempo passou, dois anos talvez, mas a imagem alegre da Juriti nunca me saiu da cabeça. Abatia-me uma tristeza infinda quando de manhã, ao ir buscar o leite não a encontrava ali toda faceira e alegre me esperando.
Certa vez, quase ao romper da madrugada ao passar por uma viela mal iluminada, como numa visão maravilhosa vejo uma cadelinha, magra, maltratada, com as tetas grandes que pelo seu porte e pelagem em cores branco e marrom lembrava a minha cachorrinha. Meu coração acelerou. Não me contive, parei e chamei:
- Juriti!
Aquela cachorra parou de chofre de remover o lixo, virou-se para mim, fez menção de abanar o rabo e com olhar lânguido e triste caminhou cabisbaixa até perder-se na escuridão.
POR: MARIO DOS SANTOS LIMA
segunda-feira, 7 de março de 2016
EU AMO TODAS AS MULHERES
Eu amo as mulheres...
Todas elas, sejam elas
Magras, gordas, altas ou baixinhas,
Eu amo perdidamente
As mulheres loiras,
As morenas,
As ruivas,
As negras,
Eu amo as mulheres de todas as raças...
Eu amo as virgens, As professoras,
As viuvas. as secretárias,
Eu amo as médicas, as de todas as profissões.
Eu amo as que são mães,
Aquelas que ainda não são...
Aquelas que adotam seus filhos
Aquelas que trabalham,
Eu amo perdidamente todas as mulheres
Na figura de minha mãe, de minhas irmãs,
Na beleza graciosa de minha filha
Na lindeza estonteante de minha esposa,
Amo incondicionalmente minhas cunhadas,
Minhas primas...
Eu amo minhas noras como se fossem minhas filhas,
Minhas sobrinhas e minhas netinhas.
Eu amo todas as mulheres na figura de eternas meninas.
Parabens a cada uma, e um abraço perdido de amor.
POR: MARIO DOS SANTOS LIMA
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