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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
VIAGEM A ILHA DO MEL
A galera resolveu fazer um final de semana de relaxamento na Ilha do Mel, mas antes vamos conhecer um pouco este lugar.
A Ilha do Mel é uma ilha brasileira situada na embocadura da Baia de Paranaguá.
Segundo alguns historiadores a Ilha do mel teve alguns nomes e a origem de seu nome, segundo a lenda pode ter vindo de uma das quatro vertentes: 1ª) Até a segunda guerra mundial a ilha era chamada de Almirante Mehl. Era o nome do cara que morava lá e se dedicava à cultura do mel; 2ª) Pode ter sido porque moravam na ilha muitos marinheiros aposentados que se dedicavam à exploração e cultura da apicultura isto até os anos 60. Chegaram até exportar o mel. 3ª) Não sei se vocês perceberam aquela água amarelada escura escorrendo antes de chegar ao mar, alguém até sugeriu que era merda em esgoto a céu aberto; pois é minha gente, não é merda não; A água doce da ilha contém mercúrio que em contato com a água salgada causa a coloração amarelada semelhante à cor de favos de mel; 4ª) Também a origem do nome pode ser bem antiga pelo fato dos antigos moradores, os índios carijós apreciarem o mel e explorarem a apicultura. Bem pessoal, pesquisei e estou dando quatro alternativas para a origem do nome da Ilha do Mel. Fiquem a vontade para dotar a que mais é do agrado de cada um.
Pesquisando um pouco mais sobre a ilha vou viajar com a colunista Fernanda Preto que descreveu, numa reportagem um pouco da história da Ilha do Mel, esta bela e afrodisíaca ilha localizada no litoral no Paraná. Ela dá dicas dos principais pontos para fotografar e para passear.
Diz ela que conhecer a Ilha do Mel é um grande privilégio, pois é um pedacinho do mundo onde é possível relaxar aproveitando as belezas naturais de um lugar acolhedor. Isto eu concordo em gênero e número com ela.
A Ilha do Mel é o xodó dos Paranaenses; já foi lugar de hippies nos anos 70 e hoje é lugar de quem busca além de praias, a Mata Atlântica ainda preservada, pois é também uma estação ecológica desde 1982. Para o visitante que chega à ilha são distribuídas máscaras contra fumaça e gás, principalmente para aqueles que se atrevem a caminhar à noite adentro, por entre as trilhas, para que na volta não sejam surpreendidos e presos por estarem ligadões. A neblina que muitas vezes aparece à noite não é neblina não, é a concentração da fumaça provocada pelas folhas e inflorescências dessecadas, trituradas e enroladas em forma de papelotes de cigarro da maconha.
Entre caminhadas na praia, na restinga e banhos de mar, a Ilha também permite a prática da escalada esportiva assim como, boulder, um tipo de escalada de até 6 metros de altura sem o uso de corda. No local há rochas muito antigas, da idade Pré-Cambriana, e formações arenosas muito recentes. Hoje afloram nos morros devido à ação da erosão que continuamente remove as camadas superficiais da crosta. Não se recomenda o uso de chinelos para estes passeios principalmente no Morro do Sabão.
Na Praia de Encantadas, onde mora a maioria das pessoas, estão as escaladas no Morro do Careca, no Mar de Fora, na Praia do Miguel, na Praia da Bica. É também onde fica a Gruta das Encantadas, e diz a lenda que mulheres de beleza sedutora e de bela voz, encantavam os visitantes que, caminhando pela praia, aproximavam-se da gruta e desapareciam misteriosamente. A bem da verdade, pesquisando apontamentos antigos dos índios Carijós fiquei sabendo que ali era a zona de meretrício deles. Como os deuses proibiam terminantemente o sexo foi única maneira que encontraram para dar umas metidinhas escondidos destes deuses boiolas e doidos. A gruta no começo era apenas um buraquinho, mas com os gritinhos das índias na hora do orgasmo as rochas foram se soltando dando a profundidade e altura que tem hoje. Eu entrei dentro e pude perceber que a caixa acústica da gruta e muito boa e ainda se ouve, se você ficar atento os gritos das índias.
Outro atrativo é a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres do século XVIII, na Praia do Forte, que foi construída em 1766. “A Fortaleza marcou a história da colonização paranaense pelo litoral, e também durante a Segunda Guerra Mundial quando se tornou a sentinela de vigilância contra submarinos que pretendessem invadir as águas de Paranaguá”, diz o site da ilha. A Fortaleza é tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, mas quem visita pode ver a falta de preservação. O Forte fica no Morro da Baleia. O forte tem: uma casa de guarda; prisões e paiol de pólvora. O local hoje é bem usado pelos caras que vão lá só para esvaziar o tubo digestivo.
Os canhões vergonhosamente foram usados duas vezes apenas. A primeira, em 1850 contra o Navio de Guerra Inglês comandado pelo Cormorant que veio aprisionar Navios Negreiros brasileiro no porto de Paranaguá. A segunda em 1894 durante a revolução federalista. Os navios dos federalistas passaram com os marinheiros na maior algazarra, inclusive mostrando bananas ao pessoal do forte, pois as balas não chegavam até eles. Tomaram Paranaguá por quatro meses e foderam com a cidade.
Em 1945 a ilha foi considerada Zona de Guerra, entenda-se de guerra e não de meretrício, mas a bem da verdade foderam com o pessoal da ilha também, pois botaram todos para correr para fora dela, índios e não índios confiscando suas propriedades. Foi uma tristeza enorme ver aqueles índios todos, em pranto perderem suas tabas e ocas incendiadas pelos soldados. O Governo colocou no oco deles e proibiu que a rede globo fizesse a cobertura.
Instalaram os canhões e trincheiras de pedras no alto do Morro da Baleia. Os índios e gente humilde que não quiseram abandonar a ilha foram usados como bucha de canhão.
O Farol da Concha, no lado de Brasília, orienta desde 1872 os navegantes na Baía de Paranaguá. A vista é maravilhosa, principalmente na lua cheia, quando se pode se ver a Serra do Mar, a planície costeira, e o barulho calmo das ondas batendo nas paredes rochosas, e também casais de namorados em juras de amor e na maior sacanagem.
A ilha tem quatro agrupamentos de almas: Nova Brasília; Farol; Forte que o pessoal chama de Fortaleza e o agrupamento das Encantadas.
Existe uma lei, não sei de quem ou qual o seu número determinando que todos os navios com destino a Paranaguá devem passar pelo Forte – por certo para justificar a sua construção ali, mas os navios teimam em passar pelo Farol das Conchas atrapalhando a passagem dos barcos que levam o pessoal para a ilha.
Foi aprovada uma lei para a instalação de um aeroporto moderníssimo na Ilha e também um grupo já comprou um terreno para a construção de um mega shopping. Para a iluminação total da ilha estão pensando num reator igual a que existe em Angra.
Bem, agora que conhecemos com detalhes onde acomodaremos o nosso esqueleto vamos à narrativa de nossa epopéia.
A Fran organizou tudo... quem quiser saber o que aconteceu lá é só implorar que eu narrarei.
por: Mario dos Santos LIma
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