Hoje resolvi falar sobre o que é ser um empreendedor. Resolvi, desta forma falar sobre um grande empreendedor que conheço.
Corri por aí e deitei folgadamente meus olhos nas livrarias e bibliotecas e batendo um lero com gente especializada no assunto pude ouvir e concluir que empreendedor é aquela pessoa que se sobressai no meio em que vive, que é especial, que inova e se dedicando com amor e afeição às atividades de organização, administração, execução e principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos. É por excelência um inovador.
Em qualquer pesquisa, em qualquer exemplo dado sempre aparece esta figura como alguém criando ou inovando alguma coisa.
Do empreendedor que me atrevo falar a mídia não divulga, os livros não escrevem, nas palestras não se dá como exemplo, mas eu com orgulho quero gritar a todos os cantos deste universo. Vou descrevê-lo mostrando que as características de um bom empreendedor têm tudo a haver com as características deste homem. Ele é um exemplo de empreendedor a ser seguido. É um empreendedor da organização familiar.
Meu pai é este homem.
Um empreendedor é um indivíduo que imagina, vai atrás e realiza visões, nesta visão meu pai se ajusta bem nisto, pois ele sempre buscou novas idéias, criou alternativas para elas e ao estabelecer as metas sempre trabalhou com muita perseverança para conseguir a realização de seus sonhos. Buscou uma companheira, comprometendo-se com ela numa caminhada cheia de lutas, muitos reveses, mas também cheia de muitas realizações; segredou para ela seus sonhos, seus temores e a conquistou por muitas e muitas amorosas cartas e flores que ele enviou para ela. E minha mãe foi esta companheira destemida nesta exemplar caminhada ao lado de meu pai.
Diz a lenda que na retaguarda de um grande homem sempre existe uma grande mulher, e minha mãe foi com certeza esta mulher.
Meu pai, além da grande companheira que permaneceu com ele quase setenta anos na dura senda da vida teve no meu avo Moises, seu pai um modelo que o influenciou.
- Teu avô nasceu numa época errada, diz sempre emocionado meu pai ao se referir ao pai dele, e continua:
- Ele não tinha muito estudo, mas era criativo e autodidata. Era conselheiro, enfermeiro, vereador. Homem de fina estirpe respeitado e venerado por todos que o conheciam.
Eu pude constatar isto, pois muito das obras de meu avô ainda persistem intactas num sitio nas cercanias da Lapa.
Sempre vejo nas atitudes do meu pai um espírito de iniciativa. Embora hoje no alto de seu 96 anos e na dependência da amiga gabriela, sua inestimável bengala sempre gostou de autonomia. É exemplo de otimismo na prática diária de suas caminhadas para sempre estar em forma e é perseverante naquilo que faz.
Este empreendedor que admiro e que chamo de índio velho é o exemplo de pessoa incansável e de grande energia. Sempre diz que devemos assumir nossos erros e saber tirar lições deles.
Nunca vi meu pai desistindo de qualquer empreendimento que começasse. Tinha e tem forte intuição e é comprometido com a família seu maior bem sentindo orgulho de cada um de seus componentes. Participa de cada passo dado pelos seus filhos e netos e faz questão de estar em cada celebração, por mais simples que ela seja.
Experimenta nas visitas que faz e nas que recebe de seus filhos e netos a alegria da convivência. Ele vê nisso a realimentação de como ele construiu esta grande família e para continuar no seu aprimoramento. Construiu-a no amor aos semelhantes, na gratidão a Deus e no respeito às coisas alheias.
Meu pai sabe buscar, utilizar e controlar recursos da tecnologia para manter a rede de relações. Meu pai tem filhos e netos semeados por este mundão de Deus, mas sabe exatamente o que está acontecendo com cada um deles, seja em Brasília, em Navegantes, em São Paulo , em Natal, em Glória de Dourados, em Venceslau, em Florianópolis, em Maringá, em Curitiba, em Londrina e em Paris. Manda seus recados pelo Orkut e todos os dias está ligado feliz falando ao vivo pelo Skype.
Meu pai é um sonhador realista, mas não se importa hoje de estar plantando um pé de pinheiro para usufruir mais tarde de sua sombra e de seus frutos.
Meu pai não é um aventureiro e não gosta de assumir riscos calculados e tudo o que faz é bem planejado e pacientemente controlado. Ele é um influenciador principalmente quando se trata de ajudar aos mais necessitados. Idealizou e com outros companheiros construiu a Vila Vicentina de Venceslau. É uma obra de exemplo de amor ao próximo.
Aprendi com este grande empreendedor que devo fazer as coisas com energia e nas dificuldades não desistir, mas devo sempre dizer: “posso fazer” e nunca “não posso” ou “talvez”. Aprendi que o copo está metade cheio e não a metade vazia. Não devo nunca me satisfazer de como as coisas estão, mas procurar sempre a melhoria continua. Não devo correr riscos desnecessários, devo ser prudente. Que devo ter orgulho de minhas realizações, pois isto é contagiante. Que a gente muitas vezes aprender com o erro cometido, pois é mais fácil implorar por perdão do que pedir permissão, por isto devemos ser pró ativos.
O empreendedor é moldado e capacitado no meio em que vive e é por isto que pelo exemplo, pela dedicação e pelo amor deste grande empreendedor Francisco é que temos grandes empreendedores na grande família Santos Lima.
A esse homem empreendedor, exemplo a ser seguido, amante da vida e pertinaz lutador, formador de uma linda família nós, seus filhos, netos e bisnetos prestamos uma sincera homenagem dizendo:
- Você, índio velho, querido e amado por todos, é o verdadeiro empreendedor da organização chamada família.
por: Mario dos Santos Lima
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